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Internet e
democratização do conhecimento:
repensando o processo de exclusão social |
TEIXEIRA,
Adriano Canabarro -- Universidade de Passo Fundo
BRANDÃO, Edemilson Jorge Ramos
Resumo:
Nesse estudo, analisou-se as
potencialidades educacionais da Internet como elemento de democratização do
conhecimento na sociedade da informação, partindo do princípio de que
representa um poderoso elemento à disposição da educação e, uma vez
utilizada de modo a fornecer aos indivíduos um ambiente propício ao seu
desenvolvimento individual e, principalmente, coletivo, pode constituir-se
num importante instrumento para a superação do quadro de exclusão e
seletividade social a que está submetida uma grande parcela da população
brasileira.
Palavras-chave: Internet, democratização
do conhecimento, sociedade da informação.
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1.
Introdução
No novo contexto social que se configura
e em razão da presença cada vez maior de tecnologias na vida dos indivíduos,
o recurso estratégico
passa a ser a informação.
Conseqüentemente, quem não tem acesso à informação estará à margem desta
nova sociedade, instituindo-se, assim, uma
nova modalidade de exclusão social no século XXI,
referida por muitos teóricos como “divisão digital”. Tal forma de
seletividade pode ser classificada como uma divisão entre aqueles indivíduos
que, entre outras coisas, não possuem acesso à informação e aqueles que a
têm em abundância.
Vale ressaltar, entretanto, que
o acesso à informação, por si só, não
constitui um elemento de superação dessa nova modalidade de seletividade. É
preciso que as informações sejam sistematizadas, analisadas, discutidas,
apropriadas, aplicadas ou descartadas, a fim de possibilitarem a construção
efetiva de conhecimento. Uma vez sistematizadas como conhecimento, as
“novas” informações passam também a ser disponibilizadas para que outros
indivíduos ou grupos possam igualmente beneficiar-se, formando-se, assim, um
ciclo que deverá repetir-se indefinidamente, no qual informação gera
conhecimento, que, por sua vez, gera informação, que gera conhecimento, e
assim sucessivamente, o que acaba por desenvolver no indivíduo uma crescente
capacidade de interação com os outros e com novos conhecimentos cada vez
mais complexos.
Em razão de suas características,
serviços e potencialidades, a rede Internet pode ser considerada como
um importante recurso à disposição da
educação, não somente pela sua capacidade de disseminação de informação,
mas, também, pela possibilidade de construção do conhecimento através de
experiências em que predominem a comunicação e a colaboração.
A análise de temas relacionados à
Internet como elemento de democratização do conhecimento, bem como de suas
potencialidades pedagógicas e emancipatórias, se, por um lado, suscita
vários questionamentos e estudos científicos, pela amplitude e
contemporaneidade das questões envolvidas, por outro, constitui um evidente
estímulo à reflexão sobre importantes questões que envolvem a escola e a
sociedade como um todo, a saber: a questão da formação docente para a
utilização da Internet e suas implicações individuais e sociais no que diz
respeito às funções do educador, bem como a postura do professor frente a
uma tecnologia que o aluno, em muitos casos, domina com certa facilidade; as
questões relacionadas à alfabetização digital ou tecnológica do cidadão como
condição básica para a manipulação e o domínio das novas tecnologias.
2. Configuração de uma nova sociedade
A sociedade da informação configura-se
como um ambiente potencializado pelo advento das novas tecnologias e que tem
como uma de suas principais características o valor crescente do
conhecimento para o desenvolvimento humano e social de indivíduos e grupos,
assumindo conotações não apenas de um ambiente transformado pela tecnologia,
mas também, pelo processamento de informações, pelo papel estratégico do
conhecimento teórico na definição de novas formas de saber, pela ênfase
atribuída às atividades ligadas à educação, à formação profissional e à
pesquisa em geral. É uma sociedade onde “pela primeira vez na história da
humanidade, a mente humana é uma força direta de produção, não apenas um
elemento decisivo no sistema produtivo” (Castells, 1999, p. 51). Dessa
forma, tal sociedade constitui o ponto de partida para as análises aqui
desenvolvidas.
O papel de destaque das novas tecnologias
de informação e comunicação (TICs) na sociedade atual é atribuído
principalmente à valorização da informação. Assim, tudo aquilo que
potencialize o seu manuseio representa um elemento importante nesse
processo, no qual a informação emerge como matéria-prima e a tecnologia como
um meio de agir sobre ela. Nesse sentido, é possível apontar tais
tecnologias como as principais propulsoras e mantenedoras da atual
sociedade.
Análises que buscam uma maior compreensão
de fenômenos relacionados à inserção de TICs na sociedade, ou, como sugere
Benakouche (2000), da “apropriação social” dessas tecnologias, bem como de
suas relações e potencialidades, revestem-se pois, de fundamental
importância para que se possam desenvolver ambientes favoráveis para atuação
e interação dos indivíduos na nova realidade social.
Uma das principais características das
tecnologias da informação é a de diminuírem a “distância” entre o ser humano
e aquilo que lhe pode ser extremamente valioso: a informação.
Atualmente, um dos principais representantes dessas tecnologias é o
computador. É importante destacar que o computador, enquanto tecnologia da
informação, cria um novo marco no processo de evolução tecnológica na medida
em que rompe totalmente com princípios anunciados por outras tecnologias,
modificando a relação do homem com a máquina, a qual passa a ganhar novos
horizontes e significações no momento em que tais tecnologias buscam
aproximar-se do funcionamento do cérebro humano.
Por outro lado, enquanto veículo
tecnológico, as potencialidades e características do computador ganham novas
dimensões, uma vez que podem fornecer acesso a ambientes propícios para a
conquista e o desenvolvimento de novos conhecimentos, de interação, criação
e cooperação entre as pessoas. Ao analisar essa questão, Silva (2000, p. 40)
propõe a utilização do computador “enquanto ‘tecnologia cultural’ e não
apenas como ‘um aparato técnico’ materialmente objetivado, (...), mas como
corpo lógico de elementos simbólico-culturais”.
Feitas essas reflexões, parece plausível
supor que o computador, muito mais do que um aparato tecnológico, pode
representar um importante elemento no desenvolvimento cognitivo e social da
humanidade, na medida em que potencializa, de uma forma jamais vista na
história da raça humana, as possibilidades do homem atuar e interferir na
sociedade, e, enquanto criatura tecnológica concebida pelo intelecto humano,
sua utilização fica condicionada às vontades, às aspirações, aos desejos e
aos objetivos de seu criador.
Analisado a forma como as TICs têm
transformado a sociedade em todos os seus setores, infere-se que o acesso às
tecnologias da informação pode configurar tanto um elemento determinante de
sucesso quanto de fracasso individual, social ou corporativo.
Ao se referir a essa nova modalidade de
exclusão, Silva (2000, p. 31) afirma que “ela reproduz a velha separação
entre o topo e a base da pirâmide, desta vez como ‘inforicos e infopobres’
onde a referência de base é o domínio do ‘novo alfabeto’”. Ao citar Cádima e
a expressão “novo alfabeto” por ela utilizada, o autor sugere a eminência de
um novo analfabetismo funcional para o século XXI: o tecnológico.
Na sociedade atual, é possível perceber
que médicos, advogados, administradores de empresa, economistas e,
sobretudo, professores saem das universidades, analfabetos em termos de
tecnologia e, o que é mais preocupante, permanecem nessa condição. É
importante que os professores e profissionais de todas as áreas tenham a
capacidade de interagir ampla e versatilmente com as tecnologias, porém,
como sugere Chaves (2000), “com os pés plantados em sua área de atuação”.
A alfabetização tecnológica dos
professores, torna-se ponto fundamental na tarefa de escolher entre
“inserir” a tecnologia na escola e “sofrer” seus impactos, ou possibilitar a
“interação” com e através da tecnologia na escola e suas implicações,
possibilitando que professor e aluno possam descobrir, compreender,
interagir e contribuir para “modificar” o mundo que os cercam.
3. Escola e a democratização do conhecimento
A escola, instituição deliberadamente
projetada para propiciar a construção de conhecimento, possui papel
fundamental na sua democratização, que, nesse sentido, constitui muito mais
do que um ato de cidadania; é uma ação concreta na construção de uma
sociedade mais justa e igualitária. O acesso ao conhecimento significa,
entre outros aspectos, colocar o ser humano em contato com um ambiente rico
em informações, interativo, cativante e desafiante; um ambiente que pode vir
a se tornar um dos propulsores do desenvolvimento intelectual e social do
homem, em especial se a escola atuar como um elemento ativo desse processo.
Para tanto, a “apropriação social” das
TICs por parte das escolas é necessária e estratégica, porém não no sentido
de fornecer o mesmo ensino com outros suportes, mas de abrir novos
horizontes de interação e de desenvolvimento aos indivíduos, possibilitando
ao ambiente escolar a superação de sua condição de reprodutor para assumir
seu papel de produtor de novos conhecimentos.
Neste contexto, destaca-se àquela
tecnologia que vêm resignificando o próprio conceito de “Computador” como
objeto tecnológico autovalorado, atribuindo -lhe gradativamente o papel de
simples interface: a Internet. A rede mundial de computadores, em função do
nível de interatividade que proporciona e de sua flexibilidade apresenta um
potencial comunicacional jamais detectado em tecnologias precedentes.
Referindo-se à modalidade comunicacional
interativa, viabilizada pelas novas TICs, em especial pela Internet, Silva
(2000, p. 11) destaca que o emissor “constrói uma rede (não uma rota) e
define um conjunto de territórios a explorar, (...) abertos a navegações e
dispostos a interferências e modificações, vindas por parte do receptor.
Este, por sua vez, torna-se (...)
co-autor, co-criador, verdadeiro conceptor”. As novas tecnologias
interativas “permitem a participação, a intervenção, a bidirecionalidade e a
multiplicidade de conexões. (...) rompem com a linearidade e com a separação
emissão/recepção” (p. 13).
Quanto à flexibilidade da Internet,
pode-se imaginar que esta se refira, entre outros elementos, ao fato de que
tanto é possível encontrar referências sobre praticamente todos os assuntos
na rede quanto fazer dela um meio de emissão de qualquer tipo de informação
ou conhecimento. Pode-se apontar a questão da flexibilidade da Internet como
um dos propulsores do crescimento exponencial da rede, sobretudo em
residências e instituições de ensino públicas e privadas.
Atualmente, a Internet figura como um dos
principais destaques das TICs, por possibilitar a cada usuário, entre outras
funções, selecionar, receber, tratar e enviar qualquer tipo de informação,
através de ambientes propícios e extremamente favoráveis à circulação dessas
em uma dimensão inédita, constituindo o que Castells (1999, p. 369) chama de
“espinha dorsal da comunicação global mediada por computadores”.
A possibilidade de interação, de
comunicação entre indivíduos e grupos e de troca de informações entre eles,
torna-se possível e potencializa-se em função dos serviços e das
características da Internet, podendo significar um grande diferencial para a
criação de ambientes educacionais que privilegiem aspectos como colaboração,
interação e coletividade.
A oportunidade que a Internet apresenta,
de resgatar a questão da coletividade, é lembrada por Lévy (1999, p. 14)
quando declara que as tecnologias da informação são, de fato, “responsáveis
por estender de uma ponta à outra do mundo as possibilidades de contato
amigável, de transições contratuais, de transmissão do saber, de trocas de
conhecimentos, de descoberta pacífica das diferenças, representando não
apenas mais uma tecnologia da informação, mas um verdadeiro veículo de
socialização”.
As potencialidades da Internet no meio
educacional abrem um leque muito amplo de utilizações e podem ir muito além
do que uma visão mais otimista poderia imaginar. Entretanto, é necessário
que se tenha claro que a simples conexão física das escolas à rede não é
garantia de um incremento significativo na busca da construção da cidadania
e do conhecimento. Segundo Pretto (2000), “não precisamos de Internet nas
escolas, mas sim de escolas na Internet (...) Fortalecer as culturas locais
e disponibilizá- las na rede mundial, é fortalecer o cidadão”.
A possibilidade fornecida pela Internet
de ir além das quatro paredes de uma sala de aula, buscando mais do que o
registrado em cadernos, livros e quadros, rompe com práticas educacionais
que separam emissão e recepção, propiciando a criação de novas práticas,
mais intensas e interativas.
4. Metodologia do desenvolvimento da
pesquisa
Em razão do tema proposto - refletir
sobre as potencialidades da Internet como elemento de democratização do
conhecimento e de superação das diferenças sociais na sociedade da
informação -, desenvolveu-se uma experiência de campo junto a um grupo de
jovens pertencentes à Escola Estadual de 1º grau - Escola Aberta de Passo
Fundo - RS, comumente chamada de Escola Aberta, destinada à educação de
jovens de baixa renda e que vivem nas ruas da cidade.
O estudo foi desenvolvido no Laboratório
de Software Educacional – LSE – da Faculdade de Educação da Universidade de
Passo Fundo, sendo utilizadas máquinas multimídia com acesso à rede
Internet. O LSE funciona em uma sala reservada e propícia ao desenvolvimento
de atividades acadêmicas e de pesquisa que necessitem de recursos
computacionais.
Salienta-se que o objetivo principal da
realização das atividades propostas aos jovens da pesquisa, foi possibilitar
a sua interação com e através da Internet a fim de fornecer o maior número
de possibilidades de reprocidade de trocas e de comunicação ao grupo, bem
como de busca de informações consideradas por eles, importantes para o seu
desenvolvimento enquanto cidadãos.
Para tanto, antes do início das
atividades, o ambiente onde deveriam ocorrer os encontros (LSE) era
devidamente organizado para acolher o grupo de jovens. Os computadores, bem
como os programas a serem utilizados, a fim de possibilitar níveis de
interação satisfatórias e favoráveis à observação, eram devidamente
preparados para minimizar os trabalhos de manipulação ou aprendizagem de
atividades relacionadas ao computador enquanto objeto tecnológico,
possibilitando aos jovens uma maior dedicação aos aspectos relacionados à
interação com e através da Internet.
Todas as atividades propostas foram
desenvolvidas individualmente pelos jovens e consistiram em: práticas de
navegação dirigida, navegação livre, atividades de comunicação síncrona e
assíncrona e construção de homepage pessoal. Para as atividades de navegação
dirigida, foram selecionados alguns sites entre os quais o grupo podia
escolher os que mais lhe agradassem. A seleção dessas páginas foi feita com
base nas informações fornecidas pelos próprios sujeitos da pesquisa. Além
dos sites elencados, outros foram relacionados, priorizando aspectos
sociais, políticos e culturais. A relação dos sites utilizada durante essa
atividade, pode ser encontrada em
http://vitoria.upf.tche.br/teixeira/mest/sites.htm.
Nas atividades que possibilitaram a
navegação livre do grupo segundo seus próprios interesses, o grupo foi
orientado a utilizar algumas ferramentas de procura na Internet, como, por
exemplo, o site brasileiro de busca, Cadê (http://www.cade.com.br),
que possibilita a localização de páginas na Internet que tratam de
informações específicas, localizadas a partir da digitação de palavras
relacionadas.
Nas situações de comunicação assíncrona,
o grupo pôde enviar mensagens pela rede segundo suas próprias necessidades e
preferências. Embora não tenha sido efetuada a criação de e-mails pessoais
para cada um dos jovens, estes puderam, a partir de formulários
disponibilizados pelos próprios sites acessados, redigir suas mensagens e
enviá-las. Quando do preenchimento destes formulários, além do endereço
residencial, era solicitado um endereço eletrônico para o recebimento de
eventuais respostas, o e-mail informado era o do próprio pesquisador (teixeira@upf.tche.br),
a fim de que pudessem também servir de material a ser analisado.
Nas atividades de comunicação síncrona
com outros participantes da rede, propôs-se a participação em salas de
bate-papo. Esses momentos ocorreram através do acesso a páginas que fornecem
tal serviço. Uma vez escolhidas as salas de bate-papo, os sujeitos passavam
a interagir com os demais integrantes da sala.
Na atividade de criação de homepages
individuais pelos jovens, cada um pôde decidir o conteúdo e a forma como
deveriam ser organizadas as informações. O objetivo dessas atividades não
consistia em priorizar aspectos técnicos e gráficos de construção, mas, sim,
fornecer-lhes a possibilidade de poderem participar e contribuir ativamente
na construção da rede.
5. Apresentação e análise dos resultados
Com o objetivo de sintetizar as
observações feitas durante a experiência de campo realizada, alguns pontos
podem ser elencados. O primeiro diz respeito ao papel das tecnologias no
cotidiano dos jovens. Observou-se que, embora algumas tecnologias da
informação, como, por exemplo, a televisão e o rádio, façam parte do
dia-a-dia do grupo, demandam apenas uma postura de receptores passivos por
parte dos jovens, e não de emissores de informação e de conhecimento. Tal
postura pôde ser verificada igualmente, na concepção inicial da rede para os
envolvidos.
Ainda que o grupo nunca tivesse
interagido com a Internet, pôde-se observar, além da rápida apropriação de
técnicas de manuseio e utilização da tecnologia disponibilizada, uma postura
dinâmica por parte dos jovens frente a essa tecnologia, na medida em que
tomavam, por si só, iniciativas e decisões sobre o melhor caminho a tomar,
as informações a serem emitidas e as possibilidades presentes na rede.
Neste ponto, pode-se observar que a rota
de navegação tomada pelos jovens estava intimamente ligada ao seu cotidiano
e seus valores, na medida em que, inicialmente, priorizaram o acesso a
páginas que contêm elementos de uma cultura de massa, como, por exemplo,
programas de auditório.
Com o desenvolvimento das atividades
propostas, gradativamente foi possível verificar que, antes de utilizar a
rede como elemento de diversão, a concepção de que poderiam, de alguma
forma, auxiliar na mudança de condição de vida, era crescente e
freqüentemente presente.
Vislumbrou-se, igualmente, o fator
motivador existente na utilização das novas tecnologias em ambientes de
caráter educacional, tanto no sentido de fomentar a participação dos alunos
em atividades propostas, nas quais predominem a participação e a
comunicação, quanto no sentido de fornecer um elemento importante na busca e
na construção de novos conhecimentos.
Finalmente, pôde-se detectar, no decorrer
das atividades, uma grande preocupação por parte dos jovens com relação a
aspectos relacionados com a expressão escrita e com sua localização
geográfica, podendo, nesse ponto, ser considerada como mais uma
possibilidade de auxílio no desenvolvimento de atividades inter e
transdisciplinares; Verificou-se também, que a Internet constituiu-se num
veículo de socialização e de comunicação pleno na medida em que possibilitou
diferentes níveis de expressão por parte dos jovens, sem que aspectos como
nível social ou de escolarização fossem por eles encarados como limitadores
no processo de interação.
A partir da pesquisa realizada, pôde-se
detectar que a utilização da Internet para os jovens demonstrou-se
importante no processo de democratização do conhecimento e de busca de
melhoria na condição de vida por parte dos sujeitos.
6. Considerações finais
No estudo, verificou-se que: embora a
Internet seja uma tecnologia que não faz parte do cotidiano dos jovens da
pesquisa, sua apropriação ocorreu de maneira dinâmica e espontânea; em uma
realidade com tantos problemas sociais, como é o caso do grupo pesquisado, a
Internet assume caráter social na medida em que possibilita aos indivíduos a
livre expressão de suas idéias e anseios, potencializando as atividades de
interação pessoal e de troca de informações com outros indivíduos; a
Internet pode fornecer um incremento significativo tanto no acesso quanto na
construção de novos conhecimentos, contribuindo, dessa forma, para a
superação de situações de desigualdade e de seletividade social,
provenientes da divisão digital.
7. Referências bibliográficas
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“Globalização & educação: mercado de trabalho, tecnologias de comunicação,
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