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Uma Nova Percepção de Deus |
Autor: Leonildo Correa - Advogado
Nesta obra, movido e inspirado pelo Poderoso Deus de Abraão, reflito sobre uma nova percepção de Deus. Uma percepção mais adequada ao nível de conhecimento e cultura na qual a Humanidade se encontra neste momento.
Uma percepção nova porque baseada nas informações, saberes e conhecimentos adquiridos pela humanidade nas últimas décadas, séculos e milênios. Uma percepção que não contraria, não diminui ou reduz o Grandioso Deus, mas sim, O exalta e glorifica ainda mais, pois fornece, à consciência humana, centelha divina dada pelo Criador ao Homem, uma explicação racional e lógica para Deus, situando-O na quarta dimensão – a dimensão dos espíritos – e detalhando como ocorre a interação Homem/Divindade.
Não podemos continuar alimentando uma ingênua e rudimentar percepção de Deus, uma percepção que privilegia a ignorância e o fanatismo. Deus ama a sabedoria e o conhecimento, mais do que isso, Deus é a fonte de toda a sabedoria e conhecimento. Por isso, a busca humana pela compreensão de Deus, pelo entendimento de Deus, é movida e inspirada por Ele. Deus quer que o Homem O compreenda, teste, experimente e se aproxime Dele.
Somente pela compreensão de Deus e da dimensão onde Ele habita, o Homem consegue entrar em sintonia com o Criador. Somente dessa forma a consciência se livra das travas, superando as limitações e as barreiras que a distancia da Divindade. Compreendendo Deus e o Universo Divino, a consciência se ilumina e o Homem se aproxima de Deus, tornando-se parte Dele.
Onde está Deus??? Deus está na quarta dimensão, na dimensão dos espíritos. A quarta dimensão está ao nosso redor, transpassando o mundo da matéria. O mundo material está imerso, está boiando, dentro do mundo dos espíritos. Mais do que isso, Deus também está dentro do Homem, mais especificamente, em sua consciência, pois a Energia Consciente que há em nossa consciência e constitui nossos pensamentos é uma faísca da Energia que compõem o Criador.
Hoje, a percepção de Deus, que ainda predomina, na maioria das religiões, está fora de qualquer explicação humana. As religiões, em sua maioria, pregam a cegueira e a ignorância, impedindo e condenando quaisquer explicações racionais, ou lógicas, para a Divindade. Tornam Deus e sua natureza inexplicável, inatingível e incompreensível para o Homem. Separam e distanciam o Homem de Deus e Deus do Homem, dizendo que a natureza Divina não pode ser compreendida. As bocas fanáticas insistem em dizer que Deus está fora de qualquer razão lógica, teoria ou compreensão humana.
Inclusive, assinalo que a razão não se contrapõe à fé. Elas não se excluem, mas se complementam. São dois mundos coexistindo dentro do Ser Humano. Algumas coisas a razão explica. Outras, somente a fé. Além disso, a fé, geralmente, apresenta uma saída, uma explicação, para os casos onde a razão, naquele momento, não tem elementos suficientes para explicar.
Deus e a natureza Divina não estão fora do alcance da razão ou da inteligência humana. Nunca estiveram, porém, a razão, até recentemente, não tinha os elementos necessários para fazer tal explicação. Por isso, predominava a explicação dada pela fé e os pressupostos de que Deus era inexplicável, inatingível e estava além, muito além, da compreensão humana. Inclusive, disseminava-se, como fogo na palha, os fundamentos do ateísmo e do materialismo.
Certamente, também havia o elemento “poder” envolvido na história. O Homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. E Deus sempre esteve com os Homens, observando-os e, algumas vezes, interferindo por meio de seus profetas ou servos. Porém, a maior parte do poder da divindade sempre foi manejado pelos sacerdotes. Sacerdotes que nem sempre foram designados por Deus e que usavam a religião como fonte de poder material. Manejavam/manejam o poder divino em benefício próprio ou em benefício do grupo que integravam/integram, sem contar que, muitas vezes, o poder era/é manejado contra a própria divindade.
Logo, quanto maior era a ignorância humana sobre Deus, maior era o poder daqueles que usavam/usam as coisas sagradas como meio para dominação e controle. Um exemplo claro disso é o fato do fanatismo se alastrar facilmente nas classes menos esclarecidas. Onde as consciências humanas possuem poucas informações e conhecimentos sobre o Criador, mais suscetíveis são ao fanatismo, ao controle e à dominação…
Por isso, tornar Deus inatingível, inexplicável, incompreensível era um truque para reunir força e poder. Somente o sacerdote eleito falava e ouvia a divindade, portanto, todos, que temiam a Deus, deveriam seguir as ordens do sacerdote. Porém, as ordens dadas pelo religioso nem sempre provinham de Deus e, na maioria dos casos, tais ordens tinham origem em interesses pessoais ou interesses do grupo do qual ele fazia parte.
É válido lembrar ainda que Deus fez o Homem, todos os Homens, a sua imagem e semelhança e não apenas alguns Homens. Todos os Homens são filhos de Deus. Logo, qualquer Homem, qualquer consciência, tem potencial para se aproximar do seu Criador, tem potencial para conhecer e compreender a natureza do seu Criador.
Nesta perspectiva, o homem recebeu três presentes divinos: primeiro, a vida que anima a matéria e torna o homem diferente de uma pedra, mas não o torna diferente de uma vaca. Segundo, a Consciência que o torna imagem e semelhança de Deus, uma vez que ela movimenta a mesma Energia Consciente que constitui o Espírito de Deus. Na consciência humana está o sopro de Deus. Terceiro, o livre-arbítrio, que dá ao homem plenos poderes sobre sua vida e o caminho que deseja seguir, podendo escolher entre o bem e o mal.