A espionagem americana
08/01/2006 - 21h35 ---- da Efe, em Washington
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u91336.shtml
Mais da metade dos americanos se mostraram favoráveis a que o governo conte com
uma ordem judicial para obter informações secretas de seus cidadãos, segundo uma
pesquisa feita pela empresa Ipsos em parceria com uma rede de notícias divulgada
neste domingo.
A enquete sobre a controvertida espionagem, qualificada como inconstitucional
pelos grupos de defesa dos direitos civis, foi feita entre 3 e 5 de janeiro, com
1.001 adultos americanos dos quais 856 estão registrados para votar.
O senador republicano Arlen Specter, que preside o Comitê Judicial, disse hoje
que quer promover audiências sobre o assunto em fevereiro.
Specter disse ter convidado para essas audiências o secretário de Justiça,
Alberto Gonzales.
Investigação
O Departamento de Justiça anunciou na última semana que promoverá uma
investigação sobre este escândalo.
O presidente George W. Bush reiterou que a espionagem eletrônica e de ligações
telefônicas é vital para a segurança dos EUA na campanha contra o terrorismo.
Na pesquisa publicada neste domingo, 56 adultos se disseram favoráveis a que a
Casa Branca obtenha uma ordem judicial para poder efetuar essa tarefa secreta
tanto em nível nacional como internacional, enquanto 42% indicou que essa
autorização não é necessária.
Dois terços dos indagados com idades entre 18 a 29 anos opinaram que a
administração de Washington deve contar com uma ordem judicial para este
objetivo.
O governo dos EUA reiterou que seu criticado programa de espionagem eletrônica
sobre os americanos e no exterior se justifica pela luta contra o terrorismo.
A Agência de Segurança Nacional (NS) compartilhou com outros organismos de
Washington dados obtidos mediante espionagem eletrônica no exterior, o que
provocou um debate sobre a violação dos direitos civis dos americanos e das leis
internacionais.
A Corte de Vigilância da Inteligência Internacional criada pelo Congresso exigiu
um resumo do programa autorizado em 2002 pelo presidente Bush.
O documento pode ser recebido pelo tribunal amanhã, segundo informações do
jornal "The Washington Post" publicadas neste domingo.
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30/12/2005 - 21h29
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u91057.shtml
da Folha Online
Os Estados Unidos mantêm, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o maior
programa secreto de espionagem e prisões de estrangeiros desde o fim da Guerra
Fria, informa nesta sexta-feira o jornal americano "The Washington Post".
Isso inclui permissões da CIA [agência de inteligência americana] de prender
suspeitos terroristas vinculados à rede Al Qaeda em qualquer país do mundo, e
usar técnicas de tortura condenadas como violações aos direitos humanos.
O programa, batizado pela sigla GST, também permitiria à agência americana
estabelecer uma rede de inteligência com serviços secretos de vários países,
manter prisões clandestinas fora dos Estados Unidos, e mover prisioneiros para
qualquer lugar do globo.
Nos últimos dois anos, vários aspectos dessa operação secreta vieram a público,
e provocaram vários protestos de civis contra a ação do governo Bush e também em
países que colaboram com os EUA.
Apesar disso, todos os programas continuam a operar, de acordo com membros do
governo ouvidos pelo jornal americano. Tais fontes afirmam que Bush está
"comprometido pessoalmente" em manter o programa GST, e dizem que ele "acredita"
na legalidade do esquema, e que "vai resistir" a qualquer pressão para mantê-lo.
"No passado, presidentes se afastavam de programas secretos", afirmou John
Radsan, assistente-geral do conselho da CIA de 2002 a 2004. "Mas esse
presidente, que está rompendo os limites entre as ações secretas e a guerra
convencional, e parece gostar das descobertas secretas e os detalhes sujos das
operações".
Tortura
Em junho passado, a CIA suspendeu temporariamente seu programa de
interrogatórios, após uma controvérsia causada pela divulgação de um documento
de agosto de 2002. O memorado do Departamento de Justiça americano definia a
tortura de forma "não convencional".
As técnicas autorizadas incluíam afogamento, usado para fazer prisioneiros
"pensar", sessões de ofensa e surras; isolamento, privação do sono, dietas
baseadas apenas em líquidos e a manutenção dos detentos em posições físicas
extremamente cansativas.
"Nos bastidores, o diretor da CIA, Porter J. Goss --que até o ano passado foi o
diretor republicano do Comitê de Inteligência do Congresso-- reunia munição para
defender o programa", afirma o jornal.
Logo depois do memorando vir à tona, Goss, em uma tentativa de validar tais
práticas, pediu para especialistas em segurança verificarem a "validade" das
ações, sobre o prisioneiros, e a efetividade na obtenção de confissões.
Advogados
A decisão da administração de Bush em confiar apenas em um pequeno grupo de
advogados para fazer interpretações legais que justifiquem os programas secretos
americanos e não consultar o Congresso americano tem ajudado em aumentar o furor
contra o governo americano, afirmam fontes ligadas ao programa.
Um exemplo disso é a monitoração que a Agência de Segurança Nacional americana
fazia secretamente de vários civis residentes nos Estados Unidos.
Segundo publicou o jornal americano "The new York Times", o monitoramento passou
a ser feito meses após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, não
teve autorização da Justiça americana, geralmente necessária para realizar esse
tipo de espionagem.
Com "The Washington Post"
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01/01/2006 - 21h29
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u91107.shtml
da Efe, em Washington
Em uma visita a soldados feridos em combate, o presidente dos Estados Unidos,
George W. Bush, defendeu hoje energicamente seu programa de espionagem dentro do
país que, sem autorização judicial, vigia as comunicações de supostos
terroristas.
Bush --que terminou hoje alguns dias de descanso no Texas por ocasião do fim do
ano-- viajou de helicóptero de seu rancho em Crawford para a base Randolph da
Força Aérea, também no Texas, e de lá foi de carro para o Centro Médico Brooke
do Exército, em Fort Sam Houston, onde se reuniu com soldados feridos e seus
parentes.
"Este hospital tem pessoal compassivo, que se preocupa profundamente com nossos
homens e mulheres de uniforme", disse Bush. "Também está cheio de soldados,
infantes da Marinha e pilotos valentes".
Em uma conversa com os jornalistas, Bush respondeu às críticas que recebeu pelo
fato de ter autorizado a Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) a vigiar
as ligações telefônicas e e-mails internacionais de pessoas nos EUA com supostos
vínculos terroristas.
"Parece-me lógico que, se sabemos que há um número de telefone vinculado à Al
Qaeda ou que há uma pessoa vinculada à Al Qaeda e estão fazendo ligações, acho
que tem sentido que investiguemos do que se trata", disse Bush.
Segundo Bush, "eles nos atacaram antes e voltarão a nos atacar". Os EUA lançaram
uma "guerra global contra o terrorismo" depois dos atentados terroristas de 11
de setembro de 2001, que mataram ou feriram mais de 3.500 pessoas.
Bush reiterou hoje sua opinião de que o vazamento para a imprensa da existência
de seu programa de espionagem clandestino dentro do país "causou um grande dano
à segurança nacional".
"Este é um programa limitado que busca impedir ataques contra os EUA e, repito,
é limitado", acrescentou Bush. "Acho que a maioria dos americanos compreende a
necessidade de investigarmos o que o inimigo está planejando".
O jornal "The New York Times", que revelou a existência do programa de escutas
sem autorização judicial, informou na semana passada que a espionagem afetou
milhares de pessoas. Bush afirmou que continuará com o programa.
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01/01/2006 - 14h21
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u91094.shtml
da Efe, em Washington
O secretário interino de Justiça em março de 2004, James Comey, opôs-se a alguns
aspectos do programa de vigilância secreta das comunicações de civis residentes
nos Estados Unidos ordenado pelo presidente George W. Bush, informou neste
domingo o jornal "The New York Times".
Em 16 de dezembro passado, o mesmo jornal revelou que, desde 2002, a
administração Bush usou a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em
inglês) para realizar escuta clandestina de ligações telefônicas e espionagem de
e-mails internacionais de supostos terroristas.
De acordo com a publicação, a administração Bush iniciou o programa e o mantém
sem pedir permissão à Justiça americana.
O presidente Bush admitiu três dias depois que havia ordenado as ações. Ele
disse que as operações continuarão e sustentou que a sua divulgação era um "ato
vergonhoso" que prejudicava a segurança nacional.
O Departamento de Justiça investiga agora o modo como a informação secreta
chegou à imprensa. A União de Liberdades Civis Americana (Aclu, na sigla em
inglês) defendeu que o governo investigue se Bush violou a lei quando autorizou
a espionagem.
O "New York Times" afirmou hoje que, em março de 2004, quando o então secretário
de Justiça, John Ashcroft, estava no hospital, o secretário interino Comey
afirmou que "não estava disposto a dar sua aprovação para aspectos centrais do
programa" de escutas.
A recusa de Comey ocorreu "em meio a preocupações sobre a legalidade e a
supervisão do programa".
O secretário da Presidência Andrew Card e o então advogado da Casa Branca
Alberto González, que agora é secretário de Justiça, visitaram Ashcroft em um
hospital de Washington para recolher sua aprovação ao programa.
O "Times" atribuiu a informação a funcionários "que tiveram conhecimento dos
tensos debates internos" na administração Bush sobre o programa de espionagem
dentro do país.
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20/12/2005 - 13h06
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90728.shtml
da France Presse, em Washington
O FBI (polícia federal dos Estados Unidos) monitorou vários grupos de ativistas
que trabalham com temas ecológicos, proteção de animais e alívio da pobreza,
segundo informações publicadas nesta terça-feira pelo jornal "The New York
Times".
Enquanto os funcionários do FBI afirmam que suas operações têm origem em
evidências de atividades violentas ou criminosas em protestos públicos, os
grupos de direitos humanos expressam preocupação com o fato de que o
monitoramento de ativistas possa ser indevido.
A União de Liberdades Civis dos Estados Unidos (Aclu, sigla em inglês) diz que a
atividade do FBI e as recentes desclassificações sobre vigilância doméstica por
parte do Conselho de Segurança Nacional e unidades da inteligência militar
refletem exageros por parte do governo.
"Está claro que esse governo envolveu cada agência possível para espionar os
americanos", afirma Ann Beeson, que ocupa a diretoria legal da Aclu.
Documentos do FBI apresentados pela Aclu mostram planos de espionagem de grupos
de protesto suspeitos de ligação com atividades violentas ou perturbadoras. Mas
funcionários do FBI dizem que muitas das referências dos documentos a tais
grupos, como Greenpeace e Peta, são mais benignas do que parecem aos olhos dos
defensores dos direitos civis.
"Apenas ser citado em um arquivo do FBI não equivale a ser alvo de uma
investigação", afirma o porta-voz do FBI John Miller. "O FBI não mira indivíduos
ou organizações para investigações com base em suas posições políticas. Tudo o
que fazemos é cuidadosamente promulgado pela lei federal, o Departamento de
Justiça e as próprias normas do FBI", acrescenta.
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16/12/2005 - 11h05
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90601.shtml
da Folha Online
À procura de evidências de terrorismo, e sob recomendação do presidente George
W. Bush, a Agência de Segurança Nacional americana monitora secretamente
ligações e e-mails de civis residentes nos EUA que se comunicavam com pessoas no
exterior, segundo texto publicado no site do jornal "The New York Times" desta
sexta-feira.
O monitoramento, que passou a ser feito meses após os ataques terroristas de 11
de setembro de 2001, não teve autorização da Justiça americana, geralmente
necessária para realizar esse tipo de espionagem, informa o jornal.
De acordo com o "New York Times", sob uma ordem presidencial, assinada em 2002,
a agência de inteligência americana começou a monitorar todos as ligações
telefônicas internacionais e mensagens vindas de provedores de internet de
outros países de milhares de pessoas que moram nos Estados Unidos, em um esforço
de descobrir se a rede terrorista Al Qaeda "está infiltrada no país".
Muitos detalhes do programa são mantidos em sigilo, mas fontes consultadas pelo
jornal disseram que a agência americana "vigia sem direitos mais de 500 pessoas
simultaneamente nos Estados Unidos, a qualquer momento. A lista de pessoas
vigiadas muda de tempos e tempos (...) e, sendo assim, o número de pessoas
monitoradas no país pode chegar a milhares. No exterior, entre 5.000 e 7.000
pessoas, suspeitas de atividades terroristas, são vigiadas simultaneamente", diz
o "New York Times".
O "New York Times" ainda diz que a Casa Branca chegou a pedir para o jornal não
publicasse essa notícia, o que poderia afetar investigações que já estão em
andamento.
Essa não é a primeira vez que o governo americano é acusado de espionar seus
próprios cidadãos. Em 2000, o FBI [polícia federal americana] foi obrigada a
revelar os documentos sobre o sistema Carnivore ou DCS1000, tecnologia que é
instalada nos servidores dos provedores de internet, e permite o monitoramento
do conteúdo dos e-mails e também o registro das páginas visitadas por
internauta.
Logo depois dos ataques de 11 de Setembro surgiram na mídia americana relatos
sobre a existência de um programa de vigilância denominado Echelon, que seria
liderado pelos Estados Unidos, e teria ajuda dos governos de Austrália, Canadá,
Nova Zelândia e Reino Unido. A existência desse programa, entretanto, é negada
oficialmente.
Legalidade
Segundo o "New York Times", vários membros da Agência de Segurança Nacional e
ex-funcionários que preferiram manter sua identidade em sigilo, se disseram
"preocupados" com a legalidade da operação de monitoramento, desenvolvida desde
2002.
Os funcionários da agência americana revelaram que até mesmo o senador John D.
Rockefeller, vice-diretor do Comitê da Inteligência no Senado, afirmou ter
"reservas" quanto às questões legais do programa, e o poder cada vez crescente
da Agência de Inteligência americana.
"A administração de Bush vê a operação [de monitoramento] como uma necessidade,
e por isso dá liberdade para que a agência monitore comunicações que representam
algum tipo de ameaça para os Estados Unidos", afirma o jornal.
Defensores do programa dizem que ele é uma "ferramenta crítica" para ajudar a
prevenir ataques terroristas dentro do território americano.
Com "The New York Times"
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19/12/2005 - 14h16
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90695.shtml
da Efe, em Washington
O Congresso dos Estados Unidos autorizou o presidente George W. Bush a espionar
pessoas na luta contra o terrorismo, afirmou nesta segunda-feira o secretário de
Justiça, general Alberto González.
Vários membros do Congresso estão incomodados porque há mais de três anos o
presidente Bush ordenou à Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) que
interceptasse ligações telefônicas e e-mails de cidadãos americanos, dentro dos
EUA, sem permissão de um tribunal especial.
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19.dez.2005/AP |
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Alberto González, secretário de Justiça dos Estados Unidos |
A NSA se dedica à espionagem eletrônica fora do país. Uma lei de 1976 determina
que a vigilância secreta de cidadãos americanos dentro do país requer a
autorização de um tribunal especial que lida com esses trâmites.
Na manhã desta segunda-feira, em uma série de apresentações nos programas de
notícias da televisão, González argumentou que o Congresso estendeu essas
atribuições a Bush depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
"Nossa posição é de que a autorização para o uso da força militar aprovada pelo
Congresso pouco depois do 11 de Setembro constitui essa autoridade do
presidente", disse González.
Depois dos ataques terroristas que deixaram cerca de 3.000 mortos nos EUA, o
Congresso aprovou uma lei que concedeu ao Poder Executivo amplas atribuições na
luta contra o terrorismo.
Aquelas decisões do Congresso, segundo González, "dão permissão ao presidente
dos EUA para que realize este tipo de vigilância eletrônica muito limitada,
muito restrita, contra nossos inimigos".
"Houve muitas pessoas, muitos advogados, dentro da administração que
assessoraram o presidente no sentido de que ele tinha autoridade inerente como
comandante-em-chefe sob a Constituição para fazer esta vigilância das
comunicações de nossos inimigos", acrescentou.
A indignação de alguns membros do Congresso também ficou expressa esta manhã na
televisão.
"Isto é uma escandalosa apropriação do poder", disse o senador democrata Russ
Feingold. "Ninguém, ninguém pensou quando aprovamos a resolução para a invasão
do Afeganistão e para a luta contra o terrorismo que esta autorização permitiria
uma espionagem interna que viola a lei dos EUA".
O republicano Arlen Specter, que preside o Comitê Judicial do Senado, disse que
promoverá audiências sobre este assunto.
Na Casa Branca "falam de uma autoridade constitucional", mas "há limites ao que
o presidente pode fazer", disse Specter.
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19/12/2005 - 16h15
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90699.shtml
da Folha Online
O presidente George W. Bush afirmou em discurso nesta segunda-feira que irá
continuar a monitorar a ação de suspeitos de terrorismo "enquanto os Estados
Unidos continuarem sob a ameaça de um inimigo que deseja matar cidadãos
americanos".
"Como presidente dos Estados Unidos, eu tenho a responsabilidade e autoridade
constitucional de proteger nosso país", afirmou Bush, justificando a medida.
As declarações foram dadas três dias após Bush sofrer duras críticas a respeito
da decisão de seu governo de utilizar escutas ilegais para vigiar suspeitos de
terrorismo nos EUA e em outros países. O caso foi revelado após a publicação de
uma reportagem no jornal "The New York Times."
"É vergonhoso que um programa tão importante tenha sido levado a público em
tempos de guerra", disse ainda Bush.
Programa
As declarações foram dadas por Bush pouco depois de o secretário de Justiça
americano, general Alberto González, ter afirmado que o Congresso deu permissão
para Bush espionar supostos terroristas no país, com base em uma lei aprovada
após os ataques de 11 de Setembro de 2001.
Segundo Bush, o programa --realizado pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na
sigla em inglês) envolvia o monitoramento de telefonemas e e-mails entre
indivíduos nos Estados Unidos que se comunicariam com terroristas de outros
países.
Nos Estados Unidos, escutas telefônicas são permitidas somente após ordem
judicial. No entanto, Bush disse aprovar a ação sem tais permissões nesses casos
"para que o governo possa agir com mais rapidez."
Lei
Bush também fez um apelo ao Congresso para que renove a Lei Patriótica, criada
para o combate ao terrorismo, antes que ela expire, no final deste ano. "O
Congresso tem a responsabilidade de outorgar aos funcionários da inteligência e
aos agentes de segurança as ferramentas necessárias para proteger o povo
americano", afirmou.
"Na guerra contra o terror, não podemos nos permitir ficar sem essa lei por
nenhum momento", acrescentou Bush.
A renovação da lei foi aprovada pela Câmara dos Representantes, mas os
democratas do Senado bloquearam sua aprovação final.
Com agências internacionais
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18/12/2005 - 20h00
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90672.shtml
da Efe, em Washington
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse hoje que a
autorização presidencial de escutas secretas contra os próprios cidadãos
americanos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 "era necessária para
prevenir ataques terroristas".
Rice se referia ao reconhecimento feito ontem pelo presidente dos Estados
Unidos, George W. Bush, de que desde 2001 tinha autorizado a Agência de
Segurança Nacional (NSA, em sua sigla em inglês) a espionar as ligações
telefônicas e e-mails de cidadãos nos EUA, sem uma ordem judicial anterior.
A informação foi revelada na última sexta-feira pelo jornal "The New York
Times".
Em entrevista concedida hoje ao programa de televisão "Fox News Sunday", Rice
disse que a publicação das informações poderia colocar em risco "investigações
atuais em relação ao terrorismo".
"Quanto mais estes temas delicados forem expostos, mais enfraqueceremos nossa
habilidade para perseguir os terroristas e saber de suas atividades',
acrescentou.
Rice, que foi assessora em assuntos de segurança nacional quando começaram as
atividades ordenadas por Bush à NSA, reconheceu que sabia dos trabalhos da
agência de espionagem.
Além disso, a secretária de Estado defendeu as afirmações do presidente de que
as tarefas da NSA aconteceram de acordo com a lei e com a Constituição.
"Bush usou seu poder constitucional e sua autoridade legal para que as pessoas
não pudessem se comunicar sobre atividades terroristas dentro dos EUA com outras
de fora do país, nos deixando vulneráveis a um ataque terrorista", disse Rice.
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17/12/2005 - 22h51
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90645.shtml
da Folha Online
O presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu neste sábado ter
autorizado diversas vezes a instalação de escutas secretas clandestinas nos
Estados Unidos após os atentados terroristas de 11 de setembro. O procedimento,
que é ilegal, teve por objetivo identificar conexões terroristas no país.
Em um pronunciamento ao vivo feito na Casa Branca, Bush afirmou que a medida é
crucial para prevenir futuros ataques contra o país.
"Esse é um programa altamente secreto que é crucial para nossa segurança
nacional", disse.
Bush disse ainda que essas tarefas de espionagem são uma "ferramenta útil" para
defender os Estados Unidos de outro ataque e acrescentou que não tem a intenção
de revogar a autorização concedida à NSA (Agência Nacional de Segurança).
"Esta autorização é uma ferramenta útil em nossa guerra contra os terroristas. É
vital para salvar vidas. Os americanos esperam que eu faça tudo o que estiver a
meu alcance, respeitando as leis e a Constituição, para protegê-los e seus
direitos civis. Isso é exatamente o que farei enquanto for presidente dos
Estados Unidos", afirmou.
Bush afirmou que o programa de escutas foi estritamente definido e usado "em
consonância com a lei e com a Constituição americana". Segundo ele, as escutas
são usadas apenas para interceptar comunicações internacionais de pessoas dentro
dos EUA sob as quais se tenha determinado uma "clara ligação" com a rede
terrorista Al Qaeda ou organizações terroristas a ela relacionadas.
Membros do Congresso exigiram uma explicação do programa, revelado em reportagem
do ontem do jornal americano "The New York Times" e querem saber se o
monitoramento feito pela NSA sem mandados judiciais viola as liberdades civis.
O presidente norte-americano acrescentou que o programa é revisado a cada 45
dias, usando avaliações recentes de possíveis ameaças, revisões legais feitas
pelo Departamento da Justiça, conselheiros da Casa Branca e informações de
atividades anteriores realizadas sob o programa, disse o presidente.
Sem citar nomes, ele afirmou que líderes do Congresso foram avisados diversas
vezes sobre as atividades do programa de escutas secretas. Funcionários dos
serviços de inteligência envolvidos no programa receberam extenso treinamento
para garantir que as liberdades civis não seriam violadas, disse o presidente.
A fala de Bush durou oito minutos e, por vezes, o presidente pareceu irritado,
como ao dizer que autorizou o programa mais de 30 vezes desde os ataques
terroristas de 11 de setembro de 2001 e que planeja continuar a fazê-lo.
"Pretendo continuar a fazer isso [autorizar o programa] enquanto nossa nação
tiver de enfrentar a contínua ameaça da Al Qaeda e de grupos relacionados",
disse.
O presidente defendeu o programa dizendo que ele ajudou a "detectar e prevenir
possíveis ataques terroristas nos EUA e em outros países", sem dar exemplos
específicos. "As atividades que autorizei tornaram mais provável que assassinos
como os seqüestradores do 11 de Setembro sejam identificados e localizados em
tempo.'
"The New York Times"
A reportagem de ontem do "The New York Times" informa que o presidente Bush se
recusou a comentar a autorização, em 2002, de milhares de escutas ilegais com
base na luta antiterrorismo no país.
"Não falamos sobre operações da inteligência que estão em curso para proteger o
país", disse Bush em entrevista à rede de TV PBS. "Não revelamos fontes nem
métodos", afirmou Bush, explicando que a razão da recusa é a existência de "um
inimigo que gostaria de saber exatamente o que o governo está fazendo para
detê-lo".
A Casa Branca, no entanto, não desmentiu as informações veiculadas pela
imprensa, segundo o 'NYT'. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, se
amparou no segredo de Estado para negar fazer comentários a respeito da notícia.
A NSA colocou escutas ilegais em 500 pessoas nos Estados Unidos e entre 5.000 e
7.000 no exterior-- todas suspeitas de estarem vinculadas com atividades
terroristas, informou ainda o jornal americano.
Com agências internacionais
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17/12/2005 - 15h01
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u90637.shtml
da Folha Online
O presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu neste sábado que autorizou
diversas vezes a instalação de escutas secretas nos Estados Unidos após os
atentados terroristas de 11 de setembro.
Em um pronunciamento ao vivo feito na Casa Branca, Bush afirmou que a medida é
crucial para prevenir futuros ataques contra o país.
"Esse é um programa altamente secreto que é crucial para nossa segurança
nacional", disse.
Bush disse ainda que essas tarefas de espionagem são uma "ferramenta útil" para
defender os Estados Unidos de outro ataque e acrescentou que não tem a intenção
de revogar a autorização concedida à NSA (Agência Nacional de Segurança).
"Esta autorização é uma ferramenta útil em nossa guerra contra os terroristas. É
vital para salvar vidas. Os americanos esperam que eu faça tudo o que estiver a
meu alcance, respeitando as leis e a Constituição, para protegê-los e seus
direitos civis. Isso é exatamente o que farei enquanto for presidente dos
Estados Unidos", afirmou.
Bush afirmou que o programa de escutas foi estritamente definido e usado "em
consonância com a lei e com a Constituição americana". Segundo ele, as escutas
são usadas apenas para interceptar comunicações internacionais de pessoas dentro
dos EUA sob as quais se tenha determinado uma "clara ligação" com a rede
terrorista Al Qaeda ou organizações terroristas a ela relacionadas.
Membros do Congresso exigiram uma explicação do programa, revelado em reportagem
do ontem do jornal americano "The New York Times" e querem saber se o
monitoramento feito pela NSA sem mandados judiciais viola as liberdades civis.
O presidente norte-americano acrescentou que o programa é revisado a cada 45
dias, usando avaliações recentes de possíveis ameaças, revisões legais feitas
pelo Departamento da Justiça, conselheiros da Casa Branca e informações de
atividades anteriores realizadas sob o programa, disse o presidente.
Sem citar nomes, ele afirmou que líderes do Congresso foram avisados diversas
vezes sobre as atividades do programa de escutas secretas. Funcionários dos
serviços de inteligência envolvidos no programa receberam extenso treinamento
para garantir que as liberdades civis não seriam violadas, disse o presidente.
A fala de Bush durou oito minutos e, por vezes, o presidente pareceu irritado,
como ao dizer que autorizou o programa mais de 30 vezes desde os ataques
terroristas de 11 de setembro de 2001 e que planeja continuar a fazê-lo.
"Pretendo continuar a fazer isso [autorizar o programa] enquanto nossa nação
tiver de enfrentar a contínua ameaça da Al Qaeda e de grupos relacionados",
disse.
O presidente defendeu o programa dizendo que ele ajudou a "detectar e prevenir
possíveis ataques terroristas nos EUA e em outros países", sem dar exemplos
específicos. "As atividades que autorizei tornaram mais provável que assassinos
como os seqüestradores do 11 de Setembro sejam identificados e localizados em
tempo.'
"The New York Times"
A reportagem de ontem do "The New York Times" informa que o presidente Bush se
recusou a comentar a autorização, em 2002, de milhares de escutas ilegais com
base na luta antiterrorismo no país.
"Não falamos sobre operações da inteligência que estão em curso para proteger o
país", disse Bush em entrevista à rede de TV PBS. "Não revelamos fontes nem
métodos", afirmou Bush, explicando que a razão da recusa é a existência de "um
inimigo que gostaria de saber exatamente o que o governo está fazendo para
detê-lo".
A Casa Branca, no entanto, não desmentiu as informações veiculadas pela
imprensa, segundo o 'NYT'. O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, se
amparou no segredo de Estado para negar fazer comentários a respeito da notícia.
A NSA colocou escutas ilegais em 500 pessoas nos Estados Unidos e entre 5.000 e
7.000 no exterior-- todas suspeitas de estarem vinculadas com atividades
terroristas, informou ainda o jornal americano.
Com agências internacionais